O ministro da Pesca e Aquicultura (MPA), Helder Barbalho, destacou, na última sexta-feira (14), em Brasília, que a participação brasileira na maior feira mundial do setor aquícola, a Aqua Nor, realizada em Trondheim, na Noruega, é o reconhecimento internacional do potencial brasileiro no setor. “Somos a última fronteira da aquicultura no mundo. Temos água doce e terra suficientes para desenvolver a atividade”, lembrou Helder ao embarcar rumo à cidade onde será realizado o evento.
A participação do ministro Helder Barbalho na feira faz parte do trabalho desenvolvido pelo ministério para ampliar o número de indústrias e produtores, brasileiros e estrangeiros, a participar do mercado pesqueiro nacional. Desde que assumiu o Ministério da Pesca e Aquicultura, Helder vem implementando ações que visam aumentar a produção de cultivo de organismos aquáticos, das atuais 700 mil toneladas anuais para 2 milhões toneladas ao ano até 2020.
Nestes oito primeiros meses, os técnicos da pasta fizeram estudos e detectaram os Estados em que a atividade poderá ser desenvolvida de maneira rápida, bastando, por exemplo, o destravamento das licenças ambientais ou pequenos ajustes de conduta. “Visitamos os governadores de sete Estados que têm águas da União (públicas), conseguimos muitos avanços, e os documentos ambientais já foram emitidos ou estão em fase de liberação”, disse Helder.
BONS CENÁRIOS
Com um ambiente seguro juridicamente, os empresários estrangeiros começaram a investir no Brasil. Uma dessas empresas é a Tilabras – que é resultado da associação entre a Axial Holding e a Regal Springs (a maior produtora de tilápias do mundo). A Tilabras vai investir, na primeira etapa do projeto, US$ 51 milhões na região de Selvíria (MS) e começará com 25 mil toneladas por ano, mas prevê quadruplicar a produção de tilápias até 2020.
“É um divisor de águas tanto em relação à escala do empreendimento quanto à estatura da empresa. Certamente vai chamar a atenção de outros competidores internacionais”, afirma Helder Barbalho. A operação no Brasil contará com incubadora (capacidade de produção de 15 milhões de alevinos por mês em 2 anos), fazenda de engorda (capacidade de 100 mil toneladas ao ano de tilápia em 5 anos), frigorífico e fábrica de farinha de peixe e de rações. Quando estiver plenamente em funcionamento, a previsão é de que ocupará 1.850 empregos diretos e mais 3.000 indiretos na região.
Outro fator de interesse dos investimentos estrangeiros reside no Plano Safra da Pesca e Aquicultura (PSPA) 2015–2016. A iniciativa será lançada pela presidenta da República, Dilma Rousseff, e por Helder em breve: ele destinará R$ 2 bilhões em créditos aquicultores e pescadores. Além disso, há ainda o Plano de Desenvolvimento da Aquicultura 2015–2020 (PDA), que já conta com parcerias importantes como Sebrae e CNI.
FEIRA
No próximo dia 18, Helder participa da abertura oficial da Feira Aqua Nor, que terá a presença de autoridades do país e de outras nações. À noite o ministro janta com a ministra da pesca norueguesa, Elizabeth Aspaaker. No dia seguinte, dará uma palestra durante a abertura das comemorações promovidas pela ministra e pela FAO pelos 20 anos do Código de Conduta para a Pesca Responsável. É uma oportunidade de reafirmar a determinação brasileira de aumentar a sua produção, em pesca e aquicultura, gerar mais alimentos, empregos e renda com sustentabilidade.
No dia 20, Helder visita as empresas InnovaMar, planta de processamento de salmão, e a Aqualine. À tarde, participa do Seminário Brasil – uma nova superpotência em aquicultura. Trata-se de evento organizado pelas instituições norueguesas NFR Havbruk e NorLARNet. E o objetivo é apresentar o potencial brasileiro, conhecer oportunidades para o crescimento econômico, ambiental e social da aquicultura norueguesa -além de apresentar uma rede de pesquisa norueguesa-latino-americana. Helder Barbalho retorna ao Brasil no dia 21.
INCENTIVO
HOJE
700 mil toneladas é a produção brasileira atual ligada à pesca e aquicultura, a cada ano
META
2 milhões de toneladas produzidas por ano é a marca que o País quer alcancar, até 2020.
(Diário do Pará)
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