Estudo da Associação Americana do Coração (AHA, do nome em inglês ‘American Heart Association’), divulgado no 23º Congresso Brasileiro de Hipertensão, que ocorreu até ontem, no Rio de Janeiro, revela que, entre 2001 e 2011, a taxa de morte por hipertensão subiu 13,2% em mais de 190 países, inclusive o Brasil. O congresso é promovido pela Sociedade Brasileira de Hipertensão (SBH).
Diretora da SBH, Frida Plavnik informou que a atualização estatística da AHA indica que a mortalidade por doença hipertensiva aumentou na avaliação global, apesar de ter havido, no período pesquisado, uma redução de 30,8% na mortalidade por causas cardiovasculares.
De acordo com a médica, o estudo destaca a necessidade de se aumentar a prevenção à doença hipertensiva. “Controlar a pressão, fazer o diagnóstico precoce e orientar o paciente são cada vez mais importantes”. Segundo Frida Plavnik, o ranking de mortalidade por hipertensão é liderado pela Rússia, com 1.639 mortes entre 100 mil pessoas. O Brasil ocupa a sexta posição, com 552 mortes por cada 100 mil pessoas.
A revisão dos estudos no Brasil mostra que a hipertensão arterial atinge 30% da população adulta do país. Ou seja, um em cada três brasileiros tem pressão alta. Frida diz que a taxa de controle da pressão alta no Brasil é muito baixa. Ela varia entre 10% e 20%. “Significa que as pessoas, apesar de teoricamente se tratando, estão sob maior risco de complicações, porque 80% não estão adequadas”. Sobre o controle da doença, a prioridade da SBH é conscientizar um número próximo de 100% dos hipertensos.
Nos Estados Unidos e Canadá, o controle já alcançou níveis em torno de 50% a 60%. “No Brasil, a gente tem de ter um grande trabalho de instrução e de educação do paciente sobre a importância de tratar e continuar tratando a doença”, acrescentou a médica. Segundo levantamento da Organização Mundial da Saúde (OMS), a hipertensão arterial responde por 9,4 milhões de mortes no mundo. A expectativa é de que, em 2025, o mundo terá 1,6 bilhão de hipertensos.
(Diário do Pará)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar