O ministro da Pesca e Aquicultura Helder Barbalho abriu, na cidade de Trondheim, na Noruega, o seminário Brasil, uma nova super potência em aquicultura. “Reafirmo a decisão forte do governo brasileiro de escolher a aquicultura como caminho de crescimento e segurança alimentar”, ressaltou Helder para uma plateia formada por cientistas das áreas biológicas e sociais. O evento faz parte do projeto SusAqua Brasil e é um passo para formar uma rede de pesquisa aquícola norueguesa com a latino-americana.
O projeto vai avaliar as possibilidades e os desafios para o desenvolvimento de uma indústria da aquicultura marinha sustentável na costa do país. “O Brasil vive um oportuno momento de crescimento, com estratégias claras para o aumento da produção”, destacou Helder. O seminário ocorreu no Centro de Pesquisa Tecnológica e Industrial da Noruega e contou com a palestra do secretário de Planejamento e Ordenamento da Aquicultura (Sepoa/MPA), Felipe Matias.
O secretário destacou que os bons resultados da economia, nos últimos anos, fizeram com que aumentasse o poder de compra e a população brasileira passou a comer mais e melhor. Com isso, criou-se o desafio de aumentar a produção de alimento, em especial, do pescado.
Foi baseado nesta situação, segundo Matias, que o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) desenvolveu o Plano de Desenvolvimento da Aquicultura 2015/2016. “A nossa meta é aumentar e chegar a 2 milhões de toneladas por ano na produção e ofertar mais pescado e preços baratos à população”, afirmou Matias.
Além de mostrar as potencialidades brasileiras no setor de pescado, Helder conheceu as tecnologias desenvolvidas pela Noruega, que é um dos principais produtores de pescado no mundo. Na ilha de Froya, visitou uma empresa que investiu US$ 85 milhões e consegue abater 700 toneladas de salmão por dia. A Salmar é hoje a maior empresa de processamento de salmão no mundo. Na quarta-feira (19), conheceu uma fazenda aquícola na qual o modelo de cultivo é referência mundial. “São essas tecnologias que pretendemos levar para o Brasil”, disse Helder.
(Diário do Pará)
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