A presidente Dilma Rousseff foi informada sobre a operação do navio brasileiro que resgatou 220 refugiados à deriva no mar Mediterrâneo, nesta sexta-feira (4). O comunicado foi feito pelo ministro Jaques Wagner (Defesa).
"(O navio) acabou cumprindo uma missão humanitária (...). Foram salvas 220 vidas, e evitamos outras mortes, como a daquela criança síria que chocou o mundo", comemorou Wagner, em comunicado enviado pela assessoria de imprensa do ministério.
A Corveta Barroso, da Marinha, foi acionada pelo Centro de Busca e Salvamento Marítimo (MRCC) da Itália para auxiliar na retirada dos refugiados. Eles estavam num barco, sem combustível, sem alimento nem água, próximo à região de Peloponeso, na Grécia.
Quando recebeu a solicitação de socorro, a embarcação brasileira passava pelas imediações da costa de Sicília, território italiano.
O capitão da Corveta atendeu ao chamado e, com o apoio de duas embarcações italianas de menor porte, resgatou os refugiados e os desembarcou no Porto de Catânia, na Sicília, cinco horas depois.
Receberam socorro 97 mulheres, 37 crianças e quatro bebês. Eles tentavam atravessar o Mediterrâneo para chegar à Europa. A procedência do barco, porém, não foi revelada.
MISSÃO
A Corveta havia saído do Rio de Janeiro no último dia 8 rumo ao Líbano, onde está participando da Força-Tarefa das Nações Unidas.
A embarcação, projetada e fabricada no Brasil, tem 103,2 metros e abriga uma tripulação de 191 militares. Ela permanecerá no Líbano até fevereiro do ano que vem.
(Folhapress)
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