O fim de semana foi de muito trabalho para a presidente Dilma Rousseff (PT) e para os ministros de Estado, sobretudo os da área econômica. Os auxiliares mais próximo de Dilma foram convocados para três reuniões extraordinárias, duas no sábado e uma ontem, todas com o objetivo de definir cortes em gastos e investimentos do governo para o ano que vem.
A expectativa do Palácio do Planalto é anunciar ainda hoje, possivelmente após a reunião de coordenação política que ocorre todas as manhãs de segunda-feira, uma economia superior a R$ 20 bilhões no Orçamento do ano que vem, com o objetivo de diminuir o déficit da previsão enviada ao Congresso, estimado em R$ 30,5 bilhões.
A pressa é fruto da instabilidade causada pelo rebaixamento da nota de crédito do Brasil na última semana, pela agência de risco americana Standard & Poors.
O pacote de cortes terá impacto tanto no custeio da máquina pública quanto em investimentos. Programas como o Minha Casa Minha Vida e incentivos fiscais deverão ser afetados.
O corte no número de ministérios, porém, não deve sair ainda. Donos de pastas estratégicas na Esplanada, vários ministros do PMDB estão em viagem para a Rússia e Polônia durante esta semana e Dilma deve esperar a volta para definir quais e quantos dos 39 ministérios deverão ser extintos ou fundidos a outros. A ideia é enxugar a Esplanada em ao menos 10 ministérios.
(DOL, com informações do portal Band)
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