Nesta quarta-feira (16), o presidente do Senado, Renan Calheiros, voltou a afirmar que a intenção de elevar a carga tributária depende também de cortes no próprio governo. Segundo ele, é difícil prever o que vai acontecer com a proposta do Executivo de recriação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF).
"Nunca é fácil aumentar imposto. É sempre uma tarefa difícil", enfatizou. A recriação da CPMF deve ser apresentada como proposta de emenda à Constituição, que passará por votação em dois turnos em cada casa do Congresso. A aprovação exige maioria qualificada de três quintos dos parlamentares (49 senadores e 308 deputados).
De acordo com Renan Calheiros, a obrigação do Legislativo é debater. "Não temos uma temperatura exata. Há uma resistência histórica do Congresso Nacional a elevar a carga tributária e a criar impostos. As pessoas, e eu, sobretudo, preferem que se faça corte profundo [de despesas]. Não temos, do ponto de vista do Congresso, como predizer o que vai acontecer, se a situação melhorou ou se agravou", ressaltou.
(DOL com informações do Senado Federal)
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