Helder e o ministro da Saúde, Arthur Chioro, assinaram um termo aditivo que implementa o plano de trabalho de um acordo de cooperação técnica assinado em 2012. O objetivo da iniciativa é melhorar o nível de acesso à saúde das comunidades pesqueiras tradicionais e dos trabalhadores da pesca e da aquicultura. “São ações que promovem a melhoria das condições de saúde deste grupo populacional, o fortalecimento as ações na atenção básica”, explica Helder Barbalho.
O MPA e o Ministério da Saúde, por meio do Comitê Interministerial de Atenção Integral à Saúde dos Pescadores e Aquicultores, vêm atuando em conjunto no intuito de expandir e consolidar programas de serviços básicos e de atendimento com apoio diferenciado, considerando as peculiaridades do exercício da profissão dos pescadores e aquicultores familiares.
RISCOS
Tais profissionais estão expostos a riscos de acidentes variados, que podem ser reunidos em grupos como: ergonômicos, naturais, físicos, doenças respiratórias, do sistema digestivo, cardiovasculares, oftalmológicas, dermatológicas, ginecológicas, químicas e biológicas. O risco também é maior para o consumo de álcool e tabaco, relacionado com a falta de opções de lazer e com as condições de trabalho oferecidas pela atividade. Ocorrem, ainda, lesões sofridas no ambiente de trabalho por animais, alguns aparelhos de pesca, acidentes com objetos cortantes e lesões ocasionadas por traumas, por barco a remo ou motor de barco.
O plano de ação será desenvolvido em todos os estados e, em especial, nas unidades da federação que tiverem o maior número de pescadores e aquicultores inscritos no Registro Geral da Atividade Pesqueira (RGP), como o Pará. Também terão atenção especial os estados com o menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), bem como onde a atividade pesqueira e aquícola tenha maior relevância social.
(Diário do Pará)
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