Belém teve 2.307 veículos furtados ou roubados no ano passado. Isso significa o roubo de mais de seis automóveis por dia. Os dados inéditos fazem parte da primeira série de levantamentos estatísticos do 9º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, que acaba de ser tabulada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).
O estudo mostra que o roubo de veículos na capital paraense cresceu 22,77% quando comparados dados de 2013 (1.489 roubos) com 2014 (1.828). Já os dados sobre furto de veículos tiveram uma variação mais modesta, de 4,36% na comparação dos dois anos. Mas, ainda assim mostra tendência ao crescimento do tipo de ocorrência. Em pelo menos 10 unidades federativas do país houve queda neste tipo de furto.
Nas capitais brasileiras, a cada 2 minutos e 30 segundos, um veículo foi roubado ou furtado em 2014, totalizando 213.472 veículos perdidos, uma alta de 2,74% em comparação a 2013.
Como a frota cresceu 4,93% no período, a taxa de roubos e furtos para cada 100 mil veículos apresentou queda de 2,09%: recuou de 901 unidades para 882.
Os dados indicam, na opinião do vice-presidente do Conselho de Administração do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Renato Sérgio de Lima, a necessidade de se fortalecer as capacidades de investigação da polícia. “O roubo e o furto de veículos, muitas vezes, acabam por financiar organizações criminosas envolvidas com tráfico e outros delitos mais graves”, destaca Lima. “O que torna fundamental o constante aperfeiçoamento das capacidades investigativas da polícia e o combate a este tipo de crime”, completa.
A cidade de São Paulo é a capital Brasileira com o maior número absoluto de roubos e furtos: foram 99 mil veículos perdidos ao longo de 2014, praticamente o mesmo número de 2013 (oscilou -0,14% na comparação anual). O que equivale a 1 veículo perdido a cada 5 minutos e 18 segundos. Considerando que a frota paulista cresceu de 7,01 milhões de veículos para 7,32 milhões, a taxa de perdas a cada 100 mil veículos caiu 4,42% no período, de 1.414 perdas, em 2013, para 1.352, em 2014.
(Luiza Mello/ Diário do Pará)
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