Segundo o Centro Brasileiro de Estudos em Ecologia nas Estradas (CBEE), da Universidade Federal de Lavras, e Minas Gerais, as rodovias brasileiras têm sido mais mortais para animais silvestres do que humanos. São 15 animais mortos por segundo, atropelados nas vias.
Antas, tamanduás, cotias e até onças são vítimas da violência no trânsito nas rodovias. Os animais de pequeno porte, como sapos e cobras, são as maiores vítimas, representando 90% dos atropelamentos, o equivalente 430 milhões de bichos por ano.
Ao todo, por ano são 475 milhões de animais são atropelados e mortos. O CBEE faz um alerta para os atropelamentos que tem causado um grande impacto na fauna brasileira sem o tempo para realizar estudos que possam minimizar a morte dos animais. O Centro criou até um “Atropelômetro”, que registro o número de mortes a cada momento.
A construção de rodovias sem estudos de avaliação de impacto ambiental podem ter contribuído para as mortes. As áreas de maior preocupação são a rodovias que passam por unidades de conservação. É o caso da via que liga a cidade de Parauapebas à Floresta Nacional de Carajás, no Pará, e da BR-101 que corta a reserva de Sooretema, em São Paulo.
Para se ter uma ideia, 165 especiais diferentes de animais foram mortos na região. Isso representa conseqüências negativas para a biodiversidade. Esses dados são do Instituto Últimos Refúgios, que atua na sensibilização ambiental para o problema
Um caminho para a solução tem sido a instalação de passagens de fauna que dão acesso aos animais de um lado ao outro da via. Eles podem ser construídos com dutos que passam por baixo da via.
A adoção de pontes verdes que cruzam, por cima, as rodovias também podem ser uma alternativa. Essa ideia tem sido adota em países desenvolvidos, como no Parque Nacional de Banff, no Canadá.
Confira um vídeo do Instituto Últimos Refúgios sobre os atropelamentos de animais silvestres:
(DOL com informações da BBC Brasil)
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