Nesta terça-feira (13), uma fila de pacientes e parentes se formou, no Campus da Universidade de São Paulo (USP), em São Carlos, no interior de São Paulo, para conseguir o fosfoetanolamina, substância que seria capaz de combater o câncer.
A procura aumentou depois que o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) voltou a atrás na decisão sobre a distribuição da substância, que desde os anos de 1990 vem sendo testada pela USP.
A procura teve que ter até distribuição de senhas e fez a Universidade comunicasse, no mesmo dia, que o fosfoetanolamina não seria um remédio, como estava sendo noticiado, mas uma substância química que ainda não havia sido testada completamente.
Não há estudos concretos sobre a sua eficiência. Porém, quem a tomou garante que tem apresentado melhoras.
Por isso, as notícias sobre a substância fizeram com que portadores de câncer recorressem a Justiça para obter-la. Mesmo sem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa, o Supremo Tribunal Federal – STF concedeu a uma paciente liminar para obter o fosfoetanolamina. No dia seguinte, o O TJ-SP que chegou a proibir a distribuição, acabou liberando. Mais de 700 liminares foram concedidas para obtenção da droga.
Por liminar, cada paciente recebe até 60 cápsulas, o suficiente para 20 dias. No entanto, com o comunicado da USP de que a substância não é remédio, há preocupação para possíveis oportunistas que possam fazer propaganda enganosa. A Instituição informou ainda que tem investigado funcionários que estariam divulgando informações incorretas sobre o fosfoetanolamina.
(DOL)
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