Juliana Cristina da Silva, 28, que atropelou e matou dois trabalhadores da CET na madrugada deste domingo (18), teve sua prisão preventiva revogada e responderá o processo em liberdade após pagar fiança no valor de 20 salários mínimos.
A decisão foi tomada pelo juiz Paulo de Abreu Lorenzino, do Departamento de Inquéritos Policiais, nesta segunda-feira (19) durante audiência de custódia, no Fórum Barra Funda, em São Paulo.
Segundo informou a assessoria do Tribunal de Justiça, a carteira de motorista de Silva está apreendida e ela segue proibida de dirigir qualquer veículo enquanto durar o processo. Além disso, Silva deve permanecer em sua residência, não podendo sair entre 22h e 6h.
De acordo com o boletim de ocorrência, Silva estava alcoolizada no momento em que invadiu, com um Vectra, uma área em que trabalhadores pintavam a sinalização da avenida Luiz Dumont Villares. Segundo a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), a motorista fugiu do local do acidente sem prestar socorro a duas vítimas que foram atropeladas.
José Hailton de Andrade, 53, não resistiu aos ferimentos e morreu no local. Raimundo Barbosa dos Santos, 38, foi levado para a Santa Casa, onde morreu por volta das 4h. Ambos eram do Piauí.
Andrade deixa mulher, seis filhos e cinco netos. Barbosa dos Santos deixa mulher e quatro filhos. Seus corpos serão levados ao Piauí, onde vive parte da família de ambos.
MOTORISTA
Após o atropelamento, a motorista foi seguida por testemunhas e presa pela PM a três quilômetros do local. Ela foi submetida ao teste do bafômetro, e os policiais constataram que apresentava 0,85 mm de álcool por litro de ar expirado. A Lei Seca considera crime quantidade superior a 0,34 mm/l.
A motorista foi autuada em flagrante por dirigir alcoolizada e foi detida no 89º DP (Portal do Morumbi). Os homens eram funcionários da Sinalta Propista, empresa terceirizada contratada pela prefeitura.
Além das duas vítimas, outros três funcionários trabalhavam pintando o asfalto naquela região na madrugada deste domingo (18). Segundo Elizabeth Cannizzaro, sócia da empresa, o coordenador do trabalho da equipe que estava lá relatou que a motorista dirigia em alta velocidade.
(Folhapress)
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