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Jader se defende de acusações e recebe apoio

“Espero que esse assunto seja aprofundado e efetivamente esclarecido. Nunca tive participação nesse evento”, disse ontem o senador Jader Barbalho (PMDB), na abertura dos trabalhos da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado Federal. A

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“Espero que esse assunto seja aprofundado e efetivamente esclarecido. Nunca tive participação nesse evento”, disse ontem o senador Jader Barbalho (PMDB), na abertura dos trabalhos da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado Federal. Ao rebater as notícias veiculadas pela imprensa no último fim de semana que envolvem o seu nome indevidamente no recebimento de dinheiro proveniente de contratos da Petrobras, Jader Barbalho recebeu a solidariedade dos colegas de comissão.

“Não tenho outro instrumento que chegar aqui e dizer de público da minha indignação. Temos de aguardar que o Judiciário e o Ministério Público possam esclarecer os fatos”, afirmou Jader, ao acrescentar que está tranquilo, já que é inocente. “Posso dizer que não há nenhum envolvimento de minha parte”, desabafou o parlamentar paraense. Diante dos colegas, o peemedebista afirmou que está indignado e espera que a Procuradoria Geral da República (PGR) possa esclarecer o caso com celeridade.

O senador afirmou ainda nunca ter conhecido Fernando Baiano, lobista preso pela Operação Lava Jato, e que, em seu acordo de delação premiada, teria dito que o peemedebista Renan Calheiros (presidente do Senado) e o senador Delcídio Amaral (PT-MS) teriam recebido dinheiro da Petrobras e que teriam “entregue” uma parte deste dinheiro a Jader.

CCJ

O senador analisou a possibilidade de apresentar um requerimento à CCJ para a convocação de Baiano. Mas, segundo ele, não há sustentação no regimento interno do Senado para que esta convocação aconteça. Segundo Jader, o assunto está judicializado, as pessoas estão respondendo ao processo e cabe à Procuradoria Geral da República o exame dessa questão.

O presidente da CCJ, senador José Maranhão (PMDB-PB), reconheceu o direito de qualquer senador, quando atingido por acusações públicas, prestar esses esclarecimentos à comissão. Ele louvou Jader Barbalho pela coragem e pela clareza com que apresentou os fatos. “É o depoimento de alguém com uma longa vida pública, que merece respeito e atenção”, acrescentou.

O senador Roberto Requião (PMDB-PR) também se manifestou, pedindo pressa em projeto que tramita na casa sobre o direito de resposta. “Vamos ver se decidimos isso na próxima semana. As acusações contra Jader já pesaram sobre mim e a prova da falsidade das acusações não resolve o problema do julgamento feito pela imprensa”, disse Requião. O senador Humberto Costa Humberto (PT-PE) expressou solidariedade a Jader, defendendo o direito de que pessoas acusadas em delações tenham o amplo direito à defesa.

(Luiza Melo/Diário do Pará)

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