Dormência nos braços, mãos ou pernas, dificuldade na fala e confusão mental não podem ser ignorados. Eles dão indícios de um Acidente Vascular Cerebral (AVC), popularmente conhecido como derrame. No dia Mundial de Combate ao AVC, lembrado hoje, ressalta-se a possibilidade de sobreviver e conviver com as sequelas deixadas pela doença, entre elas dificuldade na fala e paralisação de parte do corpo.
Segundo o Ministério da Saúde, o AVC é uma das principais causas de morte e de sequelas no mundo e no Brasil. A doença atinge 17 milhões de pessoas no mundo e mata, a cada ano, só no Brasil, aproximadamente 68 mil pessoas.
É possível prevenir a doença com exercícios físicos e alimentação saudável. De acordo com o neurologista e membro da Academia Brasileira de Neurologia, doutor Delson José da Silva, diante da suspeita de AVC, a primeira atitude a tomar é encaminhar imediatamente a pessoa a uma unidade de saúde. Ela deve ser atendida, no máximo, em 4h e meia. E quanto mais rápido o atendimento, em minutos, maiores as chances de sequelas reduzidas. “Nesse contexto, trombolíticos injetáveis podem recuperar a circulação cerebral, o suficiente para não deixar sequelas”, enfatiza Delson Silva.
MALES
Há dois tipos de AVC. O isquêmico é o mais comum e acontece quando o entupimento de vasos impede que o sangue chegue a determinada região do cérebro. O hemorrágico ocorre com o rompimento de algum vaso, o que provoca sangramento no cérebro.
Quem teve AVC pode ter uma vida normal, defende o neurologista. O paciente deve procurar ajuda médica. “A reabilitação é muito importante. Quanto mais precocemente começar, o processo de recuperação será muito mais eficaz”.
(Renara Paes/Diário do Pará)
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