A facilidade de crédito, aliada ao desejo de compra sem planejamento, tem levado o consumidor brasileiro a um maior endividamento. Estima-se que 40% da população esteja inserida nessa estatística, em 2015. Isso significa 57,2 milhões de pessoas inadimplentes em todo o país, totalizando R$ 246 bilhões em dívidas, segundo dados da Serasa Experian. A região Norte lidera o número de inadimplentes, atingindo 31,1% da população, seguida pelo Centro-Oeste, com 26,4%.
Para diminuir esse número, será realizado um evento nas modalidades presencial (São Paulo e Rio de Janeiro) e online, em todo o país. É o “Feirão Limpa Nome”, que estará disponível na internet a partir de amanhã até 14 de novembro, em horário livre.

Na plataforma online, o inadimplente poderá fazer seu cadastro, negociar suas dívidas e ainda retirar o boleto referente ao endividamento. Em 10 dias já estará com o nome limpo. Raphael Salmi, gerente de recuperação de crédito da Serasa, explica que após preencher o cadastro, o consumidor será levado a uma página onde estarão listadas todas as empresas com as quais ele possui alguma dívida pendente e que consta na base de dados da Serasa.
Ao escolher e clicar no nome da companhia, surgirá uma página apresentando as dívidas em aberto e os canais de atendimento disponíveis (telefones, e-mail, chat). A partir daí, o consumidor pode entrar em contato diretamente com a empresa para negociar possíveis descontos e condições de pagamento diferenciadas – em alguns casos, um boleto pode estar disponível, a partir de uma proposta feita pela própria empresa. Todas as propostas são apresentadas pelos credores de forma individualizada e algumas empresas disponibilizam canais de atendimento com horários específicos.
Cerca de 2,5 milhões de pessoas participaram do evento em anos anteriores e puderam garantir descontos especiais, que alcançaram 95%, de acordo com levantamento da empresa. Para este ano, a meta é alcançar esse mesmo número, conforme espera Salmi. A página ficará disponível na internet durante o ano todo.
(Wal Sarges/Diário do Pará)
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