O caso do dono de academia, morto em outubro, na Baixada Fluminense, Rio de Janeiro, após supostos roubo e sequestro, teve uma reviravolta nesta quinta-feira (12): a namorada do empresário, que também tinha sido sequestrada na ação, foi presa e acusada de ser a mandante do crime.
De acordo com a Polícia Civil, Elen Cury foi à Divisão de Homicídios da Baixada Fluminense prestar depoimento, mas acabou detida, na noite desta quinta-feira (12), suspeita de planejar a morte de Felipe Lavina, de 27 anos.
De acordo com agentes da especializada, três suspeitos já foram presos e um deles teria apontado a jovem, de 23 anos, como mentora da ação.
Segundo informações de agentes da delegacia, Elen estaria interessada nos bens do empresário e queria obter comprovação de união estável. A delegacia ainda não sabe se essa teria sido a motivação do crime
O crime aconteceu no dia 25 de outubro, e Elen foi feita refém junto com o namorado. No dia 1° de novembro, um menor de 17 anos foi preso suspeito de participar da ação. Contra ele, havia um mandado de busca e apreensão pelo crime de latrocínio.
O corpo de Lavina foi encontrado no dia do crime, no bairro K-11, em Nova Iguaçu, na baixada. Ele teve a casa invadida e roubada e depois foi levado pelos criminosos e morto.
SEQUESTRO E MORTE
Três homens entraram no quintal onde a família de Felipe vivia e invadiram a casa onde o empresário morava. Eles encontraram o portão aberto e se dirigiram ao terceiro andar, onde ficava a casa dele. Sem desconfiar, o jovem abriu a porta e os criminosos entraram e roubaram cerca de R$ 10 mil.
Enquanto os criminosos estavam na casa de Felipe, a mulher de Wilson Lavina, pai dele, ligou para a PM, mas quando os agentes chegaram, cerca de 40 minutos depois, os criminosos já haviam pegado o jovem e a namorada e os colocaram no carro do irmão dele.
Após rodar com as vítimas por cerca de uma hora, e chegarem à Nova Iguaçu, eles pararam numa rua deserta. A namorada de Felipe foi vendada e agredida com coronhadas. O empresário foi executado com três tiros. Elen foi liberada em seguida e o carro abandonado pelos suspeitos.
Wilson Lavina, diz que o filho era conhecido por todo mundo e não tinha inimigos. Ele também afirmou não saber porque o portão estava aberto, já que Lavina sempre pedia para mantê-lo trancado. Após perder o filho jovem, ele diz que chora todos os dias.
— Eu acordo de manhã e já estou chorando sem nem saber, sem nem sentir.
(DOL com informações R7)
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