A partir do dia 30 deste mês, representantes de mais de 117 países estarão reunidos em Paris, na França, para participar da Conferência das Partes das Nações Unidas para Mudanças Climáticas (COP21). O encontro foi confirmado, mesmo com os temores de possíveis riscos aos chefes de Estados, levantados após os atentados do último dia 13, que chocaram o mundo.
O objetivo é chegar a um acordo para reduzir a emissão de gases de efeito estufa e o consequente aquecimento global. A previsão é de que a elevação da temperatura da Terra seja de até 3 graus, com efeitos catastróficos já em 2040, ou seja, em apenas 25 anos. No Norte do Brasil, o Pará vai sofrer consequências mais imediatas, com redução da vazão de rios e perdas econômicas irreversíveis para o Estado.
A Conferência do Clima de Paris está sendo considerada o mais importante evento sobre o clima realizado nos últimos anos. Já está confirmada a participação de 117 chefes de Estado e líderes mundiais, entre eles a presidente Dilma Rousseff, o presidente norte-americano, Barack Obama, o chinês Xi Jinping e o indiano Narendra Modi.
O PLANO BRASIL
No encontro, o Brasil vai apresentar seu plano de controle de emissões de gases estufa até 2025, a INDC (sigla em inglês para Contribuições Nacionalmente Determinadas Pretendidas). Trata-se de um conjunto de medidas e metas para cortar a quantidade dessas substâncias que o País produz e que, acumuladas na atmosfera, contribuem para o problema do aquecimento global.
O Governo Federal quer reduzir 37% da emissão de gases poluentes, já em 2025. Entre as propostas do protocolo brasileiro de intenções está a garantia de que as energias renováveis, incluída a hidráulica, representem 45% de sua rede de geração, frente à média global de 13%. O governo brasileiro também se compromete em reduzir, nos próximos 10 anos, em quase 40% o avanço do desmatamento em todo o País.
AMAZÔNIA
Incluído na lista dos 10 maiores emissores de CO2 de todo o planeta, o Brasil tem contribuído significativamente para o aumento da temperatura global. O avanço do desmatamento desde a última metade do século 20, principalmente na região amazônica, tem sido um dos principais fatores para aumento da emissão de CO2 na Terra.
(Luiza Mello/Diário do Pará)
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