A Presidente da República, Dilma Rousseff, pronunciou-se na noite desta quarta-feira (2) após o anúncio feito pelo presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha, que aceitou o pedido de processo de impeachment.
Em seu pronunciamento, a presidente disse ter recebido com indignação a notícia e se defendeu afirmando não ter seu nome envolvido em processos de corrupção.
"Não paira contra mim nenhuma suspeita de desvio de dinheiro público", disse Dilma afirmando não possuir conta no exterior e nem ocultar bens pessoais.
A resposta de Dilma seria um recado indireto devido as denúncias que dão conta da existência de contas e bens escondidos por Eduardo Cunha.
Veja o vídeo com o pronunciamento completo
TRANQUILIDADE
Ainda durante a fala, a presidente disse estar tranquila quanto ao processo.
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"Tenho absoluta tranquilidade quanto à improcedência deste pedido, tanto quanto sobre seu arquivamento", avaliou.
De acordo com assessores, a presidente Dilma teria afirmado que a decisão de Cunha teve um lado positivo pois o presidente da Câmara "imobilizava" o governo e que teria sido melhor assim.
PRÓXIMOS PASSOS
Agora, a denúncia aceita por Cunha - apresentada pelos juristas Hélio Bicudo (fundador do PT) e Miguel Reale Jr. - deve ser lida em plenário e encaminhada a uma comissão multipartidária.
Caso o grupo decida acolher, a presidente terá um tempo para se defender das acusações. Em seguida, a comissão dará um parecer, que será submetido a votação no plenário. Para que o impeachment prossiga, dois terços dos 513 deputados devem votar a favor.
A próxima etapa é o Senado Federal, onde há prazo de 180 dias para deliberação, comandada pelo presidente do Supremo Tribunal Federal. Nesse período, Dilma ficaria afastada do cargo. Caso dois terços dos senadores votem pelo impeachment, o presidente perde o mandato e seu vice, no caso, Michel Temer, toma posse.
Se Temer também cair, serão realizadas novas eleições diretas dentro de 90 dias, mas apenas caso o processo seja concluído até o fim de 2016. Caso o eventual impeachment ocorra na segunda metade do mandato, o novo presidente será eleito pelo Congresso em até 30 dias.
(DOL)
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