A Playboy Enterprises, que publica a "Playboy" americana e detém os direitos sobre a marca, anunciou nesta segunda (7) que assinou um novo contrato de licenciamento para "relançar" a revista no Brasil, nas versões impressa e digital.
O contrato é com a PBB (de Playboy Brazil) Entertainment, empresa recém-formada por três sócios brasileiros: o fotógrafo de moda André Sanseverino, que fez trabalhos para a "Playboy" -como a capa com Ana Paula Maciel, em abril de 2014-, Edson Oliveira e o empresário Marcos de Abreu, dono da empresa de recursos humanos Employer.
Sanseverino, que será o vice-presidente e publisher da PBB, diz que a publicação mensal será retomada em março de 2016. "A nova 'Playboy' vai manter a nudez", diz o fotógrafo, questionado sobre a decisão da edição americana de suspender os ensaios de mulheres nuas. "Até pela sensualidade latina, a nudez tem tudo a ver com a gente."
"A 'Playboy' tem uma longa história no Brasil, e nós estamos animados com o fato de a PBB Entertainment nos ajudar a dar sequência a essa tradição," declarou Mike Violano, vice-presidente sênior da Playboy Enterprises, segundo a nota distribuída por sua assessoria.
"Esperamos estabelecer uma parceria de muito sucesso com a nova editora, já que o nosso público continua a crescer tanto no impresso quanto no digital."
A Editora Abril anunciou em 19 de novembro que a última edição publicada por ela seria em dezembro deste ano -estampada na capa, a "paparazzo misteriosa".
FIM DE UMA ERA
Um dos principais motivos para a Editora Abril optar por deixar de publicar a revista foi o pagamento de royalties pelo uso da marca à empresa americana. A mesma questão se impôs nos casos da "Men's Health" e da "Women's Health".
A "Playboy" americana vai deixar de publicar fotos de mulheres nuas em suas páginas a partir de março.
De acordo com o "New York Times", os executivos da revista admitem que ela foi deixada para trás pelas mudanças que ajudou a liderar. "Aquela batalha foi travada e vencida", diz Scott Flanders, o presidente-executivo da companhia. "Agora, as pessoas estão a um clique de qualquer ato sexual concebível, e de graça. Ou seja, a coisa se tornou obsoleta, a esta altura".
(Folhapress)
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