A Polícia Federal investiga a ação de uma quadrilha criminosa suspeita de fraudar pelo menos 42 concursos públicos realizados entre 2010 e 2015, que proveu 64 cargos públicos em 30 tribunais, além de autarquias e Assembleias Legislativas. Está é a maior apuração nessa área já feita pelo órgão.
A suspeita é que o esquema seja liderado pelo técnico judiciário José Carlos Lima, de Rondônia. Segundo a Polícia Federal, o grupo inscrevia fraudadores como candidatos dos concursos. Eles então saiam dos locais de prova após uma hora de exame e apresentavam as questões ao resto da quadrilha, que repassavam as respostas aos candidatos que continuavam fazendo as provas, usando pontos eletrônicos.
O esquema era tão avançado que o equipamento usado para ouvir as respostas era menor que a ponta do dedo indicador, ficando escondido no ouvido. O aparelho só era retirado com o uso de um ímã.
A suspeita é que o esquema de fraude tenha sido realizado ainda em concursos de cinco Tribunais Regionais Federais, 14 Tribunais Regionais do Trabalho e 11 Tribunais Regionais Eleitorais, para cargos como agente legislativo, escriturário, técnico do seguro social, técnico ministerial-administrativo, técnico judiciário-administrativo, analista judiciário, segurança e transporte e avaliador federal.
A Polícia Federal solicitou na última semana à Fundação Carlos Chagas, responsável por aplicar as provas, uma auditoria comparando as provas discursivas de todos os candidatos, para identificar os fraudadores.
Também já foram ouvidos mais de 50 depoimentos sobre o caso. O objetivo principal da PF é identificar os envolvidos antes que ocorram as nomeações e convocações dos aprovados.
(DOL com informações do Estadão)
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