A Organização Mundial da Saúde (OMS) emitiu um alerta mundial para que os países reforcem o combate ao Aedes aegypti, mosquito transmissor do vírus zika, doença que está associada ao surto de microcefalia que atingiu parte do Brasil nos últimos meses. Entretanto, estudos apontam que o vírus pode ser o causador de uma outra condição perigosa: a síndrome de Guillain-Barré.
A síndrome é uma doença autoimune, em que o organismo infectado ataca a si mesmo. Segundo médicos, a doença funciona da seguinte forma: após ser infectado com o zika, o corpo produz anticorpos para combater o vírus. Entretanto, eles acabam atingindo também uma substância das fibras nervosas, que pode provocar danos motores.
Entre os sintomas, estão a dificuldade de fala, paralisia dos membros superiores, perda de sensibilidade, fraqueza e dor. A síndrome pode causar ainda alterações no funcionamento dos pulmões e coração.
Alguns Estados brasileiros, principalmente no Nordeste, onde houve surto de zika, apresentaram um crescimento nos casos de Guillian-Barré em 2015.
A síndrome costuma desaparecer espontaneamente após cerca de quatro semanas, mas os pacientes podem fazer tratamento intravenoso para minizar os sintomas e diminuir o tempo de evolução da doença. Quando se apresenta em adultos, a doença pode deixar como sequelas problemas de fala e mobilidade.
(DOL com informações da Época)
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