A principal orientação do Ministério da Saúde para evitar o contágio pelo zika vírus, transmitido pelo Aedes Aegypti, é o uso tópico do repelente industrial. O produto, no entanto, não é 100% eficaz e deve ser utilizado ao lado de outras medidas preventivas.
Confira dicas de especialistas que afirmam que o repelente industrial é o meio de combate mais adequado ao mosquito, mas não faz "milagres":
Os produtos anti-insetos como os repelentes de tomada também auxiliam, mas têm a mesma eficácia, por exemplo, de ações caseiras de efeito passageiro como velas ou essências de citronela.
O ideal é adotar um conjunto de medidas iniciado pela erradicação de focos de criadouro do mosquito em sua casa.
Anvisa lista produtos registrados
A Anvisa (Agência Nacional de Saúde), alerta para os tipos de repelentes adequados para grávidas e crianças e o número de vezes que podem ser repassados ao longo do dia sem prejuízo.
Gestantes do primeiro ao terceiro mês de gravidez, por exemplo, podem usar com segurança repelentes à base de DEET (n,n-Dietil-meta-toluamida) – não recomendados, por outro lado, para uso em crianças menores de 2 anos.
Em crianças entre 2 e 12 anos, explica a agência, a concentração dever ser no máximo 10%, e a aplicação, ser restrita a três vezes ao dia. Concentrações da substância acima desse percentual são permitidas para maiores de 12 anos. Os produtos à base de DEET duram, em média, até quatro horas no corpo.
Produtos feitos com as substâncias repelentes Icaridina ou picaridina, como o Exposis, têm duração prolongada: até dez horas. Repelentes com EBAAP ou IR3535 têm duração de até quatro horas.
O registro dos produtos pode ser consultado no site da Anvisa, que disponibiliza também a lista de produtos cosméticos registrados.
Só alguns repelentes são eficientes contra o Aedes
Os repelentes naturais agem por cerca de 20 minutos e evaporam; os repelentes industriais têm duração um pouco maior, mas apenas aqueles à base de icaridina ou picaridina funcionam contra o Aedes". Os demais repelentes industriais, explicou a infectologista, ou são facilmente resistidos pelo organismo, ou têm concentrações muito baixas do produto ativo permitido no Brasil.
(DOL, com informações de UOL)
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