Após mensagem enviada ao Congresso no dia 2 de fevereiro, deste ano, para o início dos trabalhos do Legislativo, o balanço da presidente Dilma Rousseff não é dos melhores.
Das 34 principais metas para 2015 que Dilma especificou na mensagem, onze (32,3%) foram atingidas, enquanto 17 (50%) tiveram desempenho insatisfatório. Outras 6 (17,7%) saíram do papel em parte, uma vez que o prazo fixado para implementação vai além deste ano. Se consideradas as etas somente para este ano, o rendimento cresce para cerca de 39.2%.
Em 2015, praticamente as únicas metas econômicas atingidas pela presidente foram aumentos de impostos. Para Guilherme Mello, professor do Instituto de Economia da Unicamp, era necessária mudança na política econômica, porque não deram certo a estratégia de subsídios às indústrias e as tentativas de reduzir juros do primeiro mandato de Dilma. Ainda de acordo com ele, boa parte do ajuste já foi feita, e o país inicia 2016 melhor.
Já o especialista em finanças públicas Mansueto Almeida acredita que o pior do ajuste ainda está por vir. "Estamos muito longe de ter concluído o ajuste: o corte de gastos se deu à custa de enorme redução no investimento público, de 40% até outubro, e mudança no cronograma do pagamento do abono salarial, que é uma economia temporária", diz.
Segundo ele, as despesas obrigatórias continuam crescendo muito –o gasto com INSS em 2015 e 2016 vai aumentar 0,9 ponto porcentual do PIB e o deficit da Previdência vai chegar a 2% do PIB. Mansueto diz que Dilma "colhe o que plantou". Segundo ele, de 2008 a 2014, a dívida pública cresceu R$ 500 bi, grande parte subsídio a empréstimos de bancos públicos.
(DOL, com informações da Folha de S. Paulo)
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