O relatório final sobre o acidente aéreo que matou o então candidato a presidente Eduardo Campos, durante a campanha de 2014, em Santos (SP), foi divulgado nesta terça-feira (19), pela Força Aérea Brasileira (FAB).
O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) responsável pelas investigações, apontou que o acidente foi influenciado por uma série de fatores, a maioria ligada aos pilotos da aeronave. Os pilotos não seguiram o procedimento para pouso sob condições meteorológicas adversas. No dia do acidente, ventava forte e a visibilidade estava reduzida devido à uma frente fria.
Além disso, ao não conseguirem realizar o pouso, a arremetida (manobra para ganhar altitude) não foi realizada de acordo com o previsto nas normas da pista em Santos, justamente por não terem seguido o procedimento padrão para o pouso desde o início.
As manobras realizadas para voltar a ganhar altitude depois de ter se aproximado da pista, segundo o Cenipa, podem ter resultado na "desorientação espacial" dos pilotos, quando se perde a noção da posição do avião em relação ao solo.
O tenente-coronel Raul de Souza, responsável pela investigação no Cenipa, disse que não é possível afirmar que o acidente foi provocado inteiramente por uma falha do piloto e do co-piloto. "100% falha humana, não. A gente não consegue atribuir o que é mais importante em relação ao outro [fator]. Alguns contribuíram, outros estavam presentes, mas são indeterminados [se contribuíram para o acidente", afirmou. Apesar disso, Souza afirma que não foram encontrados indícios de que houve falha mecânica ou nos equipamentos do avião.
O avião de Eduardo Campos sofreu um acidente na manhã de 13 de agosto de 2014, após o Cessna 560 XLS+ deixar o aeroporto Santos Dumont, no Rio, rumo à base aérea de Santos, no Guarujá, em São Paulo.
A aeronave chegou a se aproximar da Base Aérea para o pouso, mas desistiu do procedimento, arremeteu (manobra de subida), fez uma curva à esquerda e perdeu altura, caindo por volta das 10h, em Santos, no bairro Boqueirão.
Estavam a bordo, além de Eduardo Campos, quatro assessores dele, o piloto Marcos Martins e o copiloto Geraldo Magela Barbosa.
(DOL, com informações do UOL)
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