O INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) informou que, com a greve dos médicos peritos iniciada em setembro, o tempo médio de espera para o agendamento da perícia médica passou de 20 dias, antes do início do movimento, para 89 dias.
A categoria decidiu na segunda-feira (18) que 100% dos médicos peritos retornarão ao trabalho no próximo dia 25, mas vai manter o estado de greve, segundo informações da Associação Nacional dos Médicos Peritos (ANMP).
Isso significa que os peritos voltam a atender, mas continua negociando suas reivindicações com o governo e pode cruzar os braços novamente. Durante o movimento, 30% da categoria continuou trabalhando.
A perícia é exigida para conseguir o auxílio-doença, aposentadoria especial por invalidez e para voltar ao trabalho depois da licença. Com a greve, muitos segurados estão sem receber os benefícios porque não conseguem ser atendidos por um médico perito.
O INSS estima que 1,3 milhão de perícias não tenham sido realizadas desde o início da paralisação. Outras 1,1 milhão de perícias médicas foram atendidas.De setembro a dezembro, segundo o instituto, foram concedidos quase 608 mil benefícios por incapacidade das espécies auxílio-doença, aposentadoria por invalidez e benefício de prestação continuada. O órgão calcula que cerca de 830 mil pedidos de concessão de benefícios estejam represados.
O INSS informou que o retorno dos médicos peritos ao trabalho permitirá ao órgão atuar para regularização do atendimento. "Muitos servidores já retomaram suas atividades, por isso, em boa parte das unidades do Instituto, o atendimento pericial já vem sendo realizado normalmente", diz, em nota.
(Folhapress)
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