O ministro da Saúde, Marcelo Castro, afirmou nesta sexta-feira que o Brasil está diante de uma epidemia que chama a atenção do mundo, ao se referir ao avanço do vírus Zika no país. A declaração surge um dia após a OMS (Organização Mundial da Saúde) convocar um comitê de emergência para tratar do assunto.
Durante cerimônia de mobilização contra o mosquito Aedes aegypti no próprio prédio do ministério, Castro disse que os servidores da pasta precisam dar o exemplo em primeiro lugar. "Não temos ainda a vacina, o remédio para combater o vírus. O que nos resta é o trabalho cotidiano e ininterrupto para destruir os criadouros do mosquito."
O ministro lembrou que o Aedes aegypti circula atualmente em pelo menos 113 países e está no Brasil há cerca de 30 anos. Para ele, acabar com os criadouros é uma tarefa difícil, mas não impossível. "O governo está fazendo a sua parte. Nunca houve na história deste país uma mobilização tão efetiva", disse. "São fundamentais e mais necessárias ainda a participação e a mobilização da sociedade".
Os sintomas mais comuns são febre e exantema (erupção cutânea ou urticária), muitas vezes acompanhados por conjuntivite, dores musculares ou nas articulações, com um mal-estar que começa entre dois e sete dias após a picada de um mosquito infectado. Não há vacina ou tratamento específico para a infecção por Zika.
Por isso, o tratamento consiste em aliviar os sintomas, inclusive para as grávidas, que devem seguir as recomendações médicas.
Bebês com microcefalia (com a cabeça menor do que o normal), possivelmente causada pelo vírus Zika, apresentam problemas de desenvolvimento, porém tratamentos desde os primeiros anos aprimoram a qualidade de vida da criança. Não há cura.
O vírus é transmitido por picadas do mosquito Aedes aegypt. Ele foi isolado pela primeira vez em 1947, em Uganda, em um macaco na floresta de Zika, mas somente em 1952 foi descrito como um vírus da mesma família dos causadores da febre amarela e da dengue.
(Agência Brasil)
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