O Brasil pode utilizar radiação nuclear para combater o mosquito Aedes aegypti, vetor de doenças como o zika vírus, a dengue e a chikungunya. Para analisar essa possibilidade, um encontro será realizado entre o Ministério de Saúde e a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), em Brasília, nos dias 17 e 18 deste mês.
O encontro nacional antecede uma reunião de especialistas de todo mundo – realizada em Brasília no dia 22 de fevereiro - para verificar a possibilidade do projeto.
A proposta da AIEA é expor mosquitos machos à radiação nuclear (raios X ou gama), o que os tornaria inférteis. Esses insetos contaminados seriam colocados de volta no ambiente, o que impediria a reprodução dos mosquitos e diminuiria a população geral dos transmissores.
A prática de tornar os mosquitos machos inférteis já existe e tem como vantagem poder controlar milhares de insetos sem a utilização de produtos tóxicos. A grande quantidade de insetos a ser exposta à radiação é o principal problema da estratégia (o estimado é que milhões de mosquitos teriam que ser submetidos aos raios).
Segundo especialistas, o projeto é ainda mais difícil de ser implementado em grandes metrópoles, como o Rio de Janeiro.
O surto de casos de microcefalia e outros distúrbios neurológicos em regiões com casos de zika vírus foi considerado, pela Organização Mundial da Saúde (OMS), como uma emergência internacional na última segunda-feira (1º).
(DOL com informações UOL)
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