O diagnóstico é claro e preocupante: o Brasil está mais pobre em comparação à média de outros países emergentes. Em matéria publicada no site da Folha de S. Paulo, é apresentada a atual estimativa do FMI para a renda per capita do brasileiro (medida em paridade do poder de compra), em que houve um recuo de US$ 16,2 mil, em 2014, para US$ 15,7 mil, em 2015.
Além disso, o poder de compra da população brasileira, que esteve por muitos anos acima da média dos emergentes e passou a ser equiparável aos de países como China e Índia, ficou para trás.
Segundo a Folha, o FMI espera que, em 2020, a renda per capita do Brasil atinja US$ 18 mil, o que representará pouco mais de 80% da média dos emergentes (US$ 21,6 mil), se a projeção se confirmar.
Renda per capita também em queda
Na análise de projeções sobre renda per capita, o Brasil também retrocede. O poder de compra do brasileiro chegou a equivaler a quase 40% do americano no início dos anos 1980. Com a crise econômica, recuou bastante na década seguinte, para patamar inferior a 30%. Voltou a se recuperar no fim da década passada, mas essa tendência não se manteve. De acordo com a Folha, o FMI espera que a renda per capita do país fique estagnada ao redor de 27% da americana nos próximos anos.
O pindice "fica menor" ainda se observarmos nações como a Coreia do Sul e Taiwan, que não somente tiveram grande índice de desenvolvimento nas últimas décadas, como possuem renda renda per capita equivalente a 65% e 85% da americana, respectivamente. Em 1980, os percentuais eram de 17% para a Coreia do Sul e 32% para Taiwan.
(DOL)
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