Algumas cidades do estado de Minas Gerais estão utilizando o serviço de detentos do regime aberto para atuar no controle do mosquito Aedes aegypt, transmissor de doenças como a dengue, a chikungunya e o zika vírus.
No município de Ribeirão das Neves, na região metropolitana de Belo Horizonte, por exemplo, um grupo de dez presos atuam na limpeza urbana de ruas da cidade. Os presos são do Complexo Penitenciário José Maria Alkimin, e a prefeitura já estuda a possibilidade de ampliar o projeto com o emprego de 70 detentos.
Outra cidade onde a mão de obra dos detentos é utilizada é Uba, Zona da Mata mineira. No município, dez presos ajudam a conter os possíveis focos do mosquito – como em escolas e locais públicos.
Os internos realizam tarefas como capinar o entorno das construções e remover objetos que possam acumular água, ambientes propícios à reprodução do mosquito Aedes aegypt. Eles assistiram a uma palestra de técnicos da Secretaria Municipal de Saúde, com orientações sobre focos de proliferação do mosquito e a melhor forma de eliminá-los.
Em entrevista ao Portal R7, o secretário municipal de Desenvolvimento Urbano de Ribeirão das Neves afirmou que detentos que já estão atuando no combate ao mosquito multiplicarão os conhecimentos adquiridos para outros futuros grupos.
Na página da Prefeitura de Ribeirão das Neves, é explicado que os detentos “tem horário de entrada e saída controlados e são autorizados a realizar o serviço de capina e coleta de resíduos nas vias públicas onde estão os focos de lixo (lixões). Não estão autorizados a coletar lixo domiciliar. O serviço de coleta domiciliar é feito por empresa terceirizada”.
Com o trabalho, os detentos estão recebendo três quartos do salário mínimo, como prevê a Lei de Execução Penal, além da remissão de um dia na pena a cumprir a cada três trabalhados.
(DOL com informações R7)
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