O número de suicídio de mulheres jovens vem avançando em São Paulo. Em 2010, o número de suicídios entre mulheres de 15 a 34 anos, representava 20%. Após quatro anos, o número de registro pulou para 25%. As informações foram divulgadas pela Folha de São Paulo, nesta terça-feira (23).
Já a taxa de suicídio dos jovens em São Paulo aumentou 42% entre 2002 e 2012, de acordo com o "Mapa da Violência — Os Jovens do Brasil", estudo elaborado pela Flacso (Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais).
Em entrevista a Folha de São Paulo, psiquiatras citam o agravamento de doenças psíquicas como o principal fator para explicar o aumento de casos entre jovens mulheres. A competitividade e pressão (profissional e familiar), também contribuem para esse aumento. Além do bullying, dificuldade para lidar com decepções e o consumo de álcool e drogas.
O aumento segue tendência mundial, elevando a prática para a segunda causa de morte entre jovens mulheres —entre os homens, o suicídio está na quarta posição.
Entre os casos registrados em São Paulo, está o da jovem Ariele Vidal Farias, de 18 anos. Em março de 2014, ao voltar para casa à tarde, após a escola, a irmã mais nova encontrou Ariele enforcada.
Ela era a mais velha dos três irmãos. Ela passou a morar com a mãe, após a separação dos pais. A família conta que nunca notou sinais de depressão na vítima. Na carta de despedida, ela escreveu: "Gente morta não decepciona ninguém". Em seguida, a família descobriu que Ariele, que era ex-escoteira, estava treinando os nós a partir de um livro. Até uma boneca foi encontrada nos seus pertences com um laço no pescoço.
O pai de Ariele, o oficial de justiça Ivo Oliveira Farias, 58, acha que a decisão de suicidar pode ter a ver com a homossexualidade, já que ela tinha contato para uma tia que gostava de uma menina, ou o fato de ser muito exigente consigo mesma.
Dias após o suicídio, a família recebeu a notícia que a vítima tinha sido aprovada no curso de direito.
De acordo com estatíticas, os suicídios costumam ocorrer com mais frequência, na parte da tarde, com os atos realizados geralmente em casa.
O enforcamento ainda é o principal meio para se tirar a vida, seja entre homens ou mulheres.
(DOL)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar