Na manhã desta terça-feira (15), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki confirmou a delação premiada do senador Delcídio do Amaral (PT-MS) sobre o esquema de corrupção da Petrobras à força-tarefa da Operação Lava Jato.
De acordo com a Folha de S. Paulo, a colaboração do parlamentar traz citações à presidente Dilma Rousseff, ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da SIlva, a ministros e ex-ministros e ainda a integrantes da cúpula do PMDB no Senado e ao presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG).
Após esta etapa, os investigadores vão analisar se as menções feitas por Delcídio aos políticos trazem indícios mínimos que justifiquem a abertura de inquéritos.
A delação de Delcidio já havia sido citada semanas atrás pela revista IstoÉ. De acordo com a revista, Delcidio teria revelado que Lula mandou comprar o silêncio do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró e de outras testemunhas. Outra informação é que Lula teria pedido "expressamente" para que ele ajudasse o pecuarista José Carlos Bumlai porque o empresário estaria implicado nas delações de Fernando Baiano e Nestor Cerveró. Para o senador, Bumlai tinha "total intimidade" e exercia o papel de "consigliere" da família Lula, expressão em italiano que remete aos conselheiros dos chefes da máfia italiana. "No caso, Delcídio intermediaria o pagamento de valores à família de Cerveró", afirma o acordo de delação.
Ainda segundo a Folha, Delcídio também teria afirmado que Dilma Rousseff usou sua influência para evitar a punição de empreiteiros, ao nomear o ministro Marcelo Navarro para o STJ (Superior Tribunal de Justiça).
(Com informações da Folha de S. Paulo)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar