Acompanhando a tendência econômica nacional, o Pará registrou, no primeiro mês deste ano, a segunda maior perda de postos de trabalho da década. Com saldo negativo de 4.470 em janeiro, o Estado foi o segundo da Região Norte com maior queda na geração de empregos formais. Diante de tais dados de um estudo realizado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese/PA), o momento deve ser de planejamento e ação para quem está desempregado e busca por uma colocação no mercado.
Diante de perspectivas que estão longe de serem as melhores, a diretora da Gestor Consultoria – Gestão Organizacional, Nara d’Oliveira, aponta que, para quem está empregado, o momento é o de unir esforços para preservar o emprego. Para quem já está desempregado, alguns caminhos podem ser seguidos para tentar sair de tal condição. “A pessoa que está em busca de emprego precisa entender quais são os setores da economia que estão aquecidos”.
MOMENTO
De acordo com Nara, se considerarmos a realidade do Pará, os segmentos de logística e indústria de base ainda estão em um momento satisfatório para a geração de emprego, assim como alguns setores mais específicos do comércio.
“As posições mais clássicas do varejo estão em baixa, mas algumas funções como a de gerente de vendas, por exemplo, estão aquecidas”. Tanto para quem não tem nível superior ou experiência, quanto para quem possui o terceiro grau, a especialista aponta que a busca por qualificação é válida desde que a capacitação seja direcionada de acordo com as necessidades atuais do mercado.
Para a diretora, o momento também poder ser propício para os brasileiros deixarem florescer um potencial empreendedor. “Há sempre a possibilidade de o profissional atuar como autônomo. O brasileiro é muito empreendedor e pode usar isso a seu favor, mas mantendo sempre um plano B”, afirma Nara.
(Cintia Magno/Diário do Pará)
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