O ato em defesa da presidente Dilma Rousseff na avenida Paulista, que, segundo os organizadores, poderá reunir cerca de 150 mil manifestantes nesta sexta-feira (18) terá tratamento diferenciado do governo Geraldo Alckmin (PSDB) em relação aos protestos do último domingo (13).
Na véspera do ato organizado pelo PT e movimentos sociais ligados ao partido, e que terá a presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, manifestantes a favor do impeachment permaneciam acampados na via, sem que fossem retirados pela Polícia Militar.
Na semana passada, o governador Geraldo Alckmin recebeu representantes dos movimentos contrários à presidente e foi à público garantir que não haveria protestos com pauta oposta no mesmo local.
Lideranças do grupo que ocupa a avenida Paulista disseram na madrugada desta sexta-feira (18) que não vão deixar o local até o impeachment ou renúncia da presidente Dilma Rousseff.
Mais de cem pessoas se revezam desde a noite de quarta-feira (16) no local para impedir a retirada do acampamento com 32 barracas no local.
Nem mesmo a possibilidade de um confronto com outro grupo pró-Dilma, faz com que os acampados deixem o local. Eles acreditam que a Polícia Militar está trabalhando para manter a ordem e o protesto duplo ocorrerá de forma pacífica.
Para os líderes, o acampamento montado na avenida deve ser mantido pois é um símbolo nacional da resistência ao governo. "Várias capitais, inclusive Brasília aderiram ao movimento de forma espontânea", disse Bibiana Oliveira, uma das líderes do grupo acampado.
As informações são da folha de São Paulo.
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