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Vale se manifesta sobre morte de ex-presidente

Faleceu em 19 de março, aos 56 anos, Roger Agnelli, presidente da Vale no período de julho de 2001 a maio de 2011. Durante os 10 anos em que Roger presidiu a Vale, a companhia se consolidou como a maior produtora global de minério de ferro e a segunda mai

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Faleceu em 19 de março, aos 56 anos, Roger Agnelli, presidente da Vale no período de julho de 2001 a maio de 2011. Durante os 10 anos em que Roger presidiu a Vale, a companhia se consolidou como a maior produtora global de minério de ferro e a segunda maior mineradora do mundo. Foi durante sua gestão, em 2005, que a Vale obteve a classificação de risco correspondente ao grau de investimento. Foi a primeira vez que as agências de classificação concederam a uma empresa brasileira uma classificação superior ao risco soberano do país. Naquela época o Brasil ainda não tinha sido classificado como investment grade.

Também na gestão de Agnelli, a Vale intensificou a estratégia de expansão global, comprou a mineradora canadense Inco e se tornou a segunda maior produtora de níquel do mundo. Na época o negócio foi considerado a maior aquisição de uma empresa na América Latina e fez a Vale pular de quarta para segunda maior mineradora do mundo. Neste período, que coincidiu com o superciclo da mineração e o aumento da demanda chinesa por minério de ferro, a Vale adotou uma política de reajuste do preço do minério de ferro que levou a empresa a um novo patamar no mercado global da mineração.

Roger Agnelli era formado em Economia pela Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP) e desenvolveu sua carreira profissional no Grupo Bradesco, onde trabalhou de 1981 a 2001. Em 1998, Roger assumiu a posição de diretor-executivo do Banco Bradesco, onde permaneceu até 2000, ano em que se tornou Presidente e CEO da Bradespar. Antes de ser escolhido como diretor-presidente da Vale, Roger Agnelli foi presidente do Conselho de Administração da empresa. Ele também foi membro do Conselho de Administração de importantes empresas no país e no exterior, entre elas Petrobras, Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL), Latasa, Suzano Petroquímica, Brasmotor, Rio Grande Energia, VBC Energia S.A., Duke Energy, Spectra Energy, entre outras. Em 2012, Roger Agnelli foi escolhido pela Harvard Business Review e o Insead como o quarto CEO com melhor desempenho no mundo e único brasileiro no ranking.

Após deixar a Vale, Roger Agnelli fundou a AGN, uma holding com projetos na área de mineração, logística e bioenergia. Roger era casado com a Andrea Agnelli e tinha dois filhos, Ana Carolina e João, que também estavam a bordo do avião que caiu hoje logo após decolar em São Paulo. A Vale e seus empregados se solidarizam com a dor dos familiares e amigos do executivo que tanto contribuiu para o desenvolvimento da nossa empresa.​

Dilma lamenta morte do ex-presidente da Vale e de familiares

A presidenta Dilma Rousseff divulgou hoje (20) nota de pesar pelo falecimento do empresário Roger Agnelli, ex-presidente da Mineradora Vale. “Foi com grande pesar que recebi a notícia do falecimento do empresário Roger Agnelli, sua mulher, filhos, genro e nora, em acidente aéreo”, diz a nota.

A presidenta Dilma Rousseff divulgou hoje (20) nota de pesar pelo falecimento do empresário Roger Agnelli, ex-presidente da Mineradora Vale. “Foi com grande pesar que recebi a notícia do falecimento do empresário Roger Agnelli, sua mulher, filhos, genro e nora, em acidente aéreo”, diz a nota.

A presidenta lembra que o empresário “dedicou sua carreira a grandes empresas brasileiras” e sempre esteve “comprometido com o desenvolvimento do país”.

“Perdemos um brasileiro de extraordinária visão empreendedora. Neste momento, manifestamos nossa solidariedade a seus parentes e amigos”, conclui a nota da presidenta.

O avião monomotor de Roger Agnelli caiu ontem em uma área residencial de São Paulo. Além do executivo, morreram sua mulher, Andrea, e os filhos Anna Carolina e João. E ainda o genro de Agnelli, Parris Bittencourt, a nora Gabriela, e o piloto do avião, Paulo Roberto Simões. Ainda não se sabe as causas do acidente e nem as informações sobre velório.

Rogera Agnelli foi presidente da Mineradora Vale por dez anos, entre 2001 e 2010, período de grande crescimento da companhia. Ele também atuou na diretoria do Bradesco e vinha atuando na sua própria empresa desde que deixou a Vale.

(Agência Brasil)

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