O evento de posses dos novos ministros do governo de Dilma Rousseff, ocorrido na última quinta-feira (17), foi marcado pela decisão da Justiça em suspender a nomeação de Lula, que iria assumir a Casa Civil. Os outros novos ministros, entretanto, tiveram a posse mantida e já receberam demandas. É o caso de Eugênio Aragão, ministro da Justiça, que deverá indicar nos próximos 30 dias um novo diretor-geral para a Polícia Federal.
Segundo o jornal Folha de S. Paulo, o atual diretor, Leandro Daiello, está sendo visto com desconfiança pelo governo desde o vazamento da gravação de um grampo telefônico de uma conversa entre a presidente Dilma Rousseff e Lula, feita pelo Polícia Federal com autorização do juiz Sérgio Moro. Para os investigadores da Operação Lava Jato, a conversa mostrava uma tentativa de Dilma de usar o cargo público para evitar a prisão do ex-presidente.
Daiello está no cargo desde 2011. O ministro da Justiça tem o papel de encontrar e indicar um novo nome para a diretoria-geral no próximo mês, mas cabe à presidente Dilma decretar a nomeação.
Ainda de acordo com reportagem do jornal, o governo sabe que será criticado com a mudança na PF, mas avalia ser grande importância ter alguém de confiança no cargo. A diretoria-geral da Polícia Federal possui autonomia de decisão, mas ainda é subordinada ao ministério da Justiça.
(Com informações da Folha de S. Paulo)
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