Alguns dos principais executivos do grupo Odebrecht, alvos da 26ª fase da Operação Lava Jato, resolveram fazer acordo de delação premiada. O ex-presidente do grupo, Marcelo Odebrecht, também irá colaborar com as investigações.
O grupo Odebrecht também fará um acordo de leniência, espécie de delação para empresas, para que possa seguir mantendo contratos públicos. O ex-presidente, que está preso, já era pressionado para colaborar com as investigações, inclusive pelo próprio pai, Emílio Odebrecht.
Segundo investigadores, foi identificado um esquema de pagamento de propinas dentro do funcionamento da Odebrecht.
Por meio de nota, o grupo informou que decidiu por uma colaboração definitiva com a investigações da Operação Lava Jato, após avaliações e reflexões feitas por acionistas e executivos.
NOVA FASE DA LAVA JATO
A Polícia Federal (PF) cumpriu, desde a madrugada desta terça-feira (22), mandados da 26ª fase da Operação Lava Jato. Cerca de 380 policiais federais cumprem 110 mandados judiciais nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Bahia, Piauí, Distrito Federal, Minas Gerais e Pernambuco.
A atual fase foi batizada de 'Xepa' e tem como um dos alvos o Grupo Odebrecht. Do total de mandados, 67 são de busca e apreensão, 28 de condução coercitiva, quando a pessoa é obrigada a prestar depoimento, 11 são de prisão temporária e quatro de prisão preventiva.
A atual fase é um desdobramento da 23ª fase, batizada de Acarajé. A ação foi deflagrada no dia 22 de fevereiro e prendeu o marqueteiro do Partido dos Trabalhadores (PT) João Santana, além de mulher dele Monica Moura. Os dois são suspeitos de receber US$ 7,5 milhões em conta secreta no exterior.
A PF informou que descobriu um esquema de contabilidade paralela no âmbito do Grupo Odebrecht destinado ao pagamento de vantagens indevidas a terceiros, vários deles com vínculos diretos ou indiretos com o poder público em todas as esferas, a partir do material apreendido na Operação Acarajé.
O material indicou a realização de entregas de recursos em espécie a terceiros indicados por altos executivos do grupo Odebrecht nas mais variadas áreas de atuação empresarial, de acordo com a PF.
Ainda de acordo com a Polícia Federal, há indícios concretos de que o grupo se utilizou de operadores financeiros ligados ao mercado paralelo de câmbio para a disponibilização de recursos ilegais.
A prisão temporária tem prazo de cinco dias e pode ser prorrogada pelo mesmo período ou convertida em preventiva, que é quando o investigado fica preso à disposição da Justiça sem prazo pré-determinado. Os presos serão levados para a Superintendência da PF, em Curitiba.
(DOL com informações do UOL)
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