Uma molécula localizada no sistema do Plasmodium falciparum — principal parasita causador da malária — pode alertar o organismo de possíveis perigos relacionados à doença. E quando tem sua atividade interrompida, a molécula pode causar a morte do parasita. Esses fatos são importantes para a pesquisa no combate à doença.
Os estudos vêm sendo feitos por pesquisadores do Instituto de Física de São Carlos (IFSC), por meio de uma parceria com especialistas do Instituto de Biociências (IB), ambos da USP. No Brasil, o parasita mais comum que causa a doença é o Plasmodium vivax. Ele dificilmente leva o paciente à morte, mas causa muitos sintomas. O Plasmodium falciparum é o mais temido e principal causador de mortes por malária no mundo.
Quando o segundo invade a corrente sanguínea, ele se aloja nos glóbulos vermelhos (hemácias). Para obter energia suficiente e sobreviver no organismo humano, ele degrada as hemoglobinas, que são as principais proteínas presentes nas hemácias e que são responsáveis pela coloração vermelha do sangue.
EXPLOSÃO
Apesar de parecer simples, esse processo de obtenção de energia é complexo, já que, dentro dessas proteínas, existe uma molécula chamada “heme” que é liberada quando o parasita degrada a hemoglobina, ficando solúvel nos glóbulos vermelhos e tornando-se tóxica ao Plasmodium. Contudo, ao longo de sua evolução, o P. falciparum “aprendeu” a se proteger.
Após 72 horas dentro de uma hemoglobina, o parasita se multiplica tanto que provoca a explosão da célula e a liberação pelo organismo humano, o que pode causar complicaçõesm como hemorragias. Segundo os pesquisadores, um novo remédio para a doença pode ser fabricado em 10 anos. (Com informações da Agência USP)
(Com informações da Agência USP)
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