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Milhas: muito mais do que só voar

Em meio à crise econômica que o País está atravessando, os programas de milhagens das companhias áreas são uma verdadeira mão na roda para reduzir os custos com as passagens. O que muita gente não sabe é quais são as reais vantagens de entrar neste mercad

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Em meio à crise econômica que o País está atravessando, os programas de milhagens das companhias áreas são uma verdadeira mão na roda para reduzir os custos com as passagens. O que muita gente não sabe é quais são as reais vantagens de entrar neste mercado. No Brasil, há pelo menos 4 companhias que investem em programas de milhagens.

TAM Fidelidade, GOL Smiles, Programa Tudo Azul e Programa Amigo da Avianca são as mais conhecidas neste ramo. Elas fidelizam os clientes de diversas formas. Segundo o economista Patrício Silva, as milhagem são recompensas pelo consumo. Sejam elas pela escolha da empresa aérea que o cliente costuma a viajar ou pela pontuação dos cartões de créditos, que é obtida pelas compras. “Hoje, a maneira mais rentável de consumir milhas é com os cartões de crédito”, explica o especialista. A troca da pontuação das compras por milhas varia entre as operadoras dos cartões. Quanto maior o valor da anuidade, mais acúmulo de pontos o cliente terá.

A cada 1 dólar comprado (moeda usada pelas empresas), a pontuação pode variar de 0.5 a 2 pontos de milhas, dependendo do tipo de contrato. Entretanto, com a procura sendo cada vez maior, as empresas passaram a vender as milhas e a fazer programas de fidelidade, com pagamento de valores mensais para garantir as cotas.

INTERNET

No meio dessa cadeia, há outra forma de uso das milhas aéreas, por meio de empresas especializadas que fazem a compra e a venda das milhagens. “Essas milhas têm data de validade. Em média de dois anos para expirar. Como existem pessoas que não vão utilizar, elas podem comercializar”, orientou o economista. Essas empresas compram a pontuação, e adquirem as passagens áreas para serem comercializadas para outros clientes por um custo mais baixo.

Quem vende, recebe a quantia adiantada. E quem compra os bilhetes está protegido pelo código de defesa do consumidor. De acordo com levantamento do Banco Central, são perdidos, por falta de uso, R$ 101,3 bilhões em dinheiro dessas pontuações anualmente. Quem aderir a opção de fazer a compra através das empresas, pode fazer pela internet, pois quase todas as empresas oferecem sites. “O cliente faz a cotação e o pagamento via cartão de crédito ou boleto. Depois ele recebe por e-mail o bilhete para embarcar”, explicou o especialista. Porém, se você preferir, pode fazer a aquisição das passagens áreas com milhagens pelos próprios
sites das companhias.

(Roberta Paraense/Diário do Pará)

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