A Câmara dos Deputados aprovou na noite deste domingo (17) a abertura do processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff (PT).
O 342º voto em favor do impedimento, atingindo a barreira de 2/3 da Casa necessários para a aprovação, foi dado pelo deputado Bruno Araújo (PSDB-PE).
Logo após o resultado da votação, artistas, partidos e políticos comentaram o momento.
O presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, Rui Falcão, divulgou nota, sobre a aprovação do processo.
“As forças mais reacionárias do país venceram a primeira batalha para a deposição da presidenta Dilma Rousseff, ao aprovarem — sob o comando do réu Eduardo Cunha e as promessas do vice conspirador — a admissibilidade do processo de impedimento na Câmara dos Deputados”.
O PT conclamou a população para que se mantenha mobilizada, ocupando as ruas contra a fraude do impeachment.
“Nossa missão é defender a Constituição contra a aliança dos barões da corrupção, da mídia e da plutocracia, que tenta sequestrá-la”.
O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), usou as redes sociais para afirmar que, embora a Câmara dos Deputados tenha aprovado na noite deste domingo (17) a abertura do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, "a luta não acabou".
"Teremos dias difíceis pela frente, mas ao nosso lado está a Constituição e a solidez das nossas instituições. A luta ainda não acabou. É preciso manter a mobilização nas ruas e no Congresso. O pedido de impeachment agora chega ao Senado, e mais uma vez a força dos brasileiros haverá de fazer a diferença", disse o tucano.
O governador Geraldo Alckmin (PSDB-SP) também usou as redes sociais na noite para afirmar que a aprovação do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) pela Câmara "foi apenas um primeiro passo, mas imenso significado para encerrar a crise política, recuperar a economia e gerar empregos".
“É, quem perdeu hoje foi o Congresso. O Brasil está pasmo com o nível baixíssimo dos deputados. E eles estão lá, babando ao vivo e a cores!”, escreveu o ator José de Abreu.
O presidente da Bolívia, Evo Morales, escreveu "não ao golpe do Congresso. Defendamos a democracia do Brasil, sua liderança regional e a estabilidade da América Latina".
Na mesma rede, o mandatário venezuelano, Nicolás Maduro, compartilhou fotos de atos contra o impeachment que aconteceram no Brasil neste domingo.
O cineasta Jorge Furtado escreveu que não acredita que o processo passe no Senado. “De qualquer maneira, não vai ter golpe, o governo de Temer e Eduardo Cunha não existirá, os brasileiros não querem e não serão governados por um golpista sem votos e um ladrão, réu por 10 a zero no STF. O governo que resultasse deste golpe seria ilegítimo.”
(Com informações da Folhapress)
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