O senador Delcídio do Amaral (sem partido-MS), teve cassação de mandato por maioria de votos dos membros do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar do Senado. O ex-líder do governo na Casa teve contra o voto do relator Telmário Mota (PDT-RR) e mais parlamentares no processo por quebra de decoro parlamentar.
O presidente do colegiado, João Alberto Souza (PMDB-BA) se absteve do voto. Romero Jucá (PMDB-RR) esteve ausente, assim como seus suplentes.
José Pimentel (PT-CE), Regina Sousa (PT-PI), Lasier Martins (PDT-RS), Paulo Rocha (PT-PA), Otto Alencar (PSD-BA), Sérgio Petecão (PSD-AC), Davi Alcolumbre (DEM-AP), Ataídes Oliveira (PSDB-TO), Dalirio Beber (PSDB-SC), Randolfe Rodrigues (Rede-AP), João Capiberibe (PSB-AP), Douglas Cintra (PTB-PE) e Telmário Mota (PDT-RR) optaram pela cassação.
Em justificativa ao seu voto, Mota alegou que o as conversas entre Delcídio e o ex-diretor da Petrobras, Nestor Cerveró, representam “atentatório ao decoro parlamentar”.
O parecer do relator vai agora para a CCJ (Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania), onde será analisado e votado em um prazo de até cinco sessões ordinárias. Não há prazo determinado para que a votação vá ao plenário.
A defesa de Delcídio prometeu recorrer da decisão e tomar todas as providências cabíveis. O advogado do senador disse que a acusação “não tem materialidade”.
Devido áudio com Cerveró, Delcídio foi preso em novembro do ano passado pela operação Lava Jato. Após firmar acordo de delação premiada, foi libertado em fevereiro deste ano.
(Com informações do UOL)
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