Por unanimidade, o Supremo Tribunal Federal (STF) manteve a suspensão do mandato e o afastamento do deputado federal Eduardo Cunha da Presidência da Câmara, nesta quinta-feira (05).
Todos os 11 ministros votaram a favor do afastamento de Cunha, que deixa o comando da presidência da Câmara dos Deputados nas mãos de Waldir Maranhão, que por sua vez é investigado pela operação Lava Jato e é aliado de Cunha.
A decisão, inclusive, aconteceu cinco meses após o pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot.
Os ministros responsáveis pela decisão foram Teori Zavascki, Luiz Edson Fachin, Luís Roberto Barroso, Rosa Weber, Luiz Fux, Dias Toffoli, Cármen Lúcia, Marco Aurélio Mello, Gilmar Mendes, Celso de Mello e o Ricardo Lewandowski.
Acusado de ter recebido US$ 5 milhões em propina do esquema investigado pela Operação Lava Jato, Cunha é réu de um processo no STF por crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.
De acordo com o presidente do STF, Ricardo Lewandowski, "o tempo do Judiciário não é o tempo da política e nem é o tempo da mídia. Temos ritos, procedimentos e prazos que devemos observar."

(DOL)
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