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Renan mantém dia para votação do impeachment

O presidente do Senado Federal, Renan Calheiros (PMDB_AL) chamou de "brincadeira com a democracia", o ato do presidente da Câmara dos Deputados, Waldir Maranhão (PP-MA) de anular a votação do impeachment de Dilma Rousseff e manteve para esta quarta (11) a

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O presidente do Senado Federal, Renan Calheiros (PMDB_AL) chamou de "brincadeira com a democracia", o ato do presidente da Câmara dos Deputados, Waldir Maranhão (PP-MA) de anular a votação do impeachment de Dilma Rousseff e manteve para esta quarta (11) a votação do afastamento da presidente.

Ao chegar em Brasília, Renan Calheiros se disse indignado com a situação gerada por Maranhão e chamou a decisão de Maranhão de "absolutamente intempestiva".

Mesmo tido como aliado político do Palácio do Planalto, Calheiros saiu de casa com as palavras na ponta da língua.

"Aceitar essa brincadeira com a democracia seria ficar pessoalmente comprometido com o atraso do processo", afirmou ele, no plenário, na tarde desta segunda-feira (9).

"Cabe assinalar a extemporaneidade de tal decisão. O Senado já está com este assunto, há várias semanas, sendo discutido diariamente na imprensa nacional", lembrou.

Em baixo de protestos, Renan reagiu pedindo aos senadores governistas que não gritassem.

A comissão especial do impeachment no Senado aprovou na sexta (6), por 15 votos a cinco, a abertura do processo contra Dilma. Renan também leu em plenário o resultado desta votação e novamente foi criticado pelos governistas, que pediam que a íntegra do parecer, feito pelo relator Antonio Anastasia (PSDB-MG), fosse lida.

Com a leitura do placar, cumpre-se o prazo de 48 horas para que a apreciação ocorra em plenário nesta quarta. Exige-se os votos da maioria simples dos presentes para que Dilma seja afastada por até 180 dias e julgada por crime de responsabilidade.

Até o momento, 51 senadores já se manifestaram neste sentido, segundo levantamento da Folha de S.Paulo. Confirmado o resultado, o vice Michel Temer assume a presidência temporariamente.

A presidente Dilma é acusada de editar, em 2015, decretos de créditos suplementares sem aval do Congresso e de usar dinheiro de bancos federais em programas do Tesouro, as chamadas "pedaladas fiscais". Sua defesa considera que não há elementos para o afastamento do cargo.

(Com informações da Folha de São Paulo)

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