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Lei proíbe incentivo a músicas discriminatórias

Uma lei sancionada pelo prefeito de Goiânia, Paulo Garcia (PT), proíbe o uso de dinheiro público para “contratação de artistas que em suas músicas, danças ou coreografias desvalorizem, incentivem a violência ou exponham as mulheres, homossexuais e os afro

Uma lei sancionada pelo prefeito de Goiânia, Paulo Garcia (PT), proíbe o uso de dinheiro público para “contratação de artistas que em suas músicas, danças ou coreografias desvalorizem, incentivem a violência ou exponham as mulheres, homossexuais e os afrodescendentes a situação de constrangimento" na cidade. A norma está valendo desde o dia 3 de maio e é conhecida como “lei antibaixaria”.

A lei é de autoria da vereadora Cida Garcêz (PMN) e abrange apresentações em rádio, TV, vídeo e internet. Os gestores que descumprirem a determinação podem receber multa em valor determinado por órgão do executivo municipal.

A receita arrecadada com as multas será revertida para entidades e instituições que atuem para igualdade racial.

LEI SEMELHANTE

A proposta da lei da Prefeitura de Goiânia não é inédita. Norma semelhante foi sancionada na Bahia, em abril de 2012, pelo então governador Jaques Wagner (PT), após ser aprovada pela Assembleia Legislativa do estado.

Com lei 19.237/11, na Bahia, eventos públicos, financiados pelo governo, ficaram proibidos de contratar artistas que "desvalorizem, incentivem a violência ou exponham as mulheres à situação de constrangimento" em suas músicas.

CONSTITUCIONALIDADE

Um especialista em Direito Administrativo, Victor Naves, entrevistado pelo site UOL, afirma que a lei de Goiânia mostra uma crescente preocupação com a proteção dos direitos humanos no Brasil, mas também pode gerar um conflito de normas constitucionais: por um lado, há a garantia de respeito para parcelas da sociedade; por outro, violaria o dever do Estado de proteger manifestações populares.

Para Victor Naves, o que preocupa é a falta de critérios objetivos para decidir quem deve receber ou deixar de receber as respectivas verbas.

(Com informações do site UOL)

Eventos públicos, financiados pelo governo, ficaram proibidos de contratar artistas que "desvalorizem, incentivem a violência ou exponham as mulheres à situação de constrangimento" em suas músicas.
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