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Bolsonaro quer criar "extrema direita light"

Com cerca de 30 pedidos de cassação em 26 anos de mandatos na Câmara, o pré-candidato à Presidência pelo PSC, o deputado federal de extrema direita Jair Messias Bolsonaro, 61 anos, tenta ampliar seu apelo eleitoral em temas como economia e sistema penal.

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Com cerca de 30 pedidos de cassação em 26 anos de mandatos na Câmara, o pré-candidato à Presidência pelo PSC, o deputado federal de extrema direita Jair Messias Bolsonaro, 61 anos, tenta ampliar seu apelo eleitoral em temas como economia e sistema penal.

Além da defesa de um projeto desenvolvimentista para o país, herança da ditadura militar (1964-1985), o deputado também aposta em falas pró-mercado. Com isto, e com declarações polêmicas, Bolsonaro tenta reformular discursos e assim ganhar maior alcance em uma possível disputa eleitoral.

Em 2014, ele foi reeleito para o sétimo mandato na Câmara com a maior votação do Rio de Janeiro (464 mil votos). Está em quarto nas intenções de voto para presidente, com 8%, segundo pesquisa do Datafolha de abril –o dobro do registrado em dezembro. O apoio é duas vezes maior entre os mais escolarizados e com maior renda. Seu perfil no Facebook se popularizou, com os atuais 3,2 milhões de seguidores, ante os 3,1 milhões de Dilma.

Ditadura?

Em 1999, o deputado afirmou ao programa "Câmera Aberta" que era "favorável à tortura" e chamou a democracia de "porcaria". Se fosse presidente do país, respondeu, não havia "a menor dúvida" de que fecharia o Congresso. "Daria golpe no mesmo dia", declarou, naquele ano.

À época, ao explicar ao apresentador Jô Soares por que havia defendido o fuzilamento do então presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), ele disse que "barbaridade é privatizar a Vale e as telecomunicações, entregar as nossas reservas petrolíferas ao capital externo".

O deputado nega que tenha sido favorável a ditaduras, "muito menos" à tortura, embora, contraditoriamente, faça apologia do regime militar, em que a prática está fartamente documentada. "Eu defendo a verdade sobre o período. Você tinha direito de ir e vir. Não tinha essa violência que está aí fora. E com essa de tortura que você fala aí, olha, é tática de qualquer pessoa aprisionada falar que foi maltratada para buscar compaixão."

Polêmicas

Uma das últimas polêmicas de Bolsonaro ocorreu durante a votação na Câmara do impeachment de Dilma Rousseff, em que homenageou o coronel Brilhante Ustra, que chefiou o DOI-Codi, órgão repressor da ditadura onde a presidente afastada foi torturada.

Houve ainda uma cusparada do deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ), que o acusou de tê-lo insultado após o seu voto, a OAB entrou com pedido de cassação dele.

(Com informações da Folha de S. Paulo)

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