A polícia investiga um estupro coletivo sofrido por um garoto de apenas 9 anos de idade, que possui necessidades especiais, na Escola Municipal Gabriel Cavalcante, no bairro Presidente Kennedy, na periferia de Fortaleza (CE). Os suspeitos são crianças de 9 a 11 anos. As informações são do Estadão.
O caso aconteceu no dia 06 de junho e a investigação está sob sigilo, de acordo com a Polícia Civil. Os pais da criança procuraram o Conselho Tutelar para relatar o caso e foi feito exame de corpo delito, que constatou o abuso.
A criança cursa o terceiro ano do ensino fundamental e, segundo os pais, sofria recorrentes situações de bullying por parte das outras crianças.
DIRETORIA NÃO ACREDITOU
Os pais do menino contaram, à reportagem do Estadão, que ele foi violentado sexualmente por cinco garotos.
A mãe da vítima, que pediu para não ser identificada, disse que o grupo se dividiu: enquanto uns o seguravam, outro tapavam a boca do filho para que não gritasse para que os demais o violentasse.
Após o estupro, o menino teria comunicado o fato à direção da escola, mas a diretora não acreditou no relato da criança.
O pai da criança, que também pediu para não ter o nome identificado, relatou que encontrou o filho chorando, muito nervoso na hora de buscá-lo.
Ao perguntar o que havia acontecido, apenas respondeu que os meninos o pegaram e fizeram maldade com ele.
A criança toma remédios controlados e, após o caso, os pais precisaram aumentar a dosagem.
BULLYING
Segundo a reportagem, o menino sofria constantes de agressões na escola e contava aos pais da criança. Eles, por sua vez, fizeram diversas reclamações para a direção do colégio, mas nada era feito.
A diretoria da escola não quis se manifestar sobre o caso, enquanto o secretário municipal de Educação, Jaime Cavalcante, abriu uma sindicância para apurar o crime.
De acordo com o secretário, o menino, a família e a escola estão sendo acompanhados pela Célula de Mediação Social da Secretário da Educação do Ceará.
(Com informações do Estadão)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar