O supercomputador Santos Dumont, o maior da América Latina, inaugurado em janeiro deste ano, precisou ser desligado por falta de verbas para pagar a conta de luz do Laboratório Nacional de Computação Científica, em Petrópolis, na Região Serrana do Rio, onde fica o aparelho. A máquina custou aproximadamente R$ 60 milhões.
Segundo informações do laboratório, os gastos com a conta de energia elétrica chegam a R$ 500 mil por mês. No entanto, como o governo não reajustou o orçamento da unidade, o valor passou a consumir cerca de 80% dos recursos do Laboratório Nacional.
O supercomputador precisa de quantidade de energia similiar a utilizada por um bairro com três mil famílias e foi um avanço tecnológico amplamente comemorado pela comunidade científica brasileira.
O Santos Dumont é até um milhão de vezes mais rápido do que um notebook comum. A máquina levou, por exemplo, três dias para identificar cadeias de proteínas que podem ser usadas em tratamentos contra o Mal de Alzheimer. Pesquisas similares, feitas em laboratórios comuns há mais de três anos, não alcançaram este resultado.
PESQUISAS PARADAS
Com a paralisação da máquina, seis pesquisas estão atrasadas e outras 75 estão esperando para serem iniciadas. Uma das pesquisas que está parada é justamente a que tenta fazer o mapeamento genético do vírus da zika.
Segundo Antônio Tadeu, chefe do Sistema Nacional de Processamento de Dados, a paralisação do computador traz prejuízos incalculáveis para a comunidade científica e ainda pode causar danos para o próprio equipamento.
O Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações disse que tem conhecimento da situação e informou que está em busca de uma suplementação orçamentária para o LNCC junto ao Ministério do Planejamento. Não há previsão de anúncio.
(Com informações de O Globo)
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