Os novos desdobramentos da Lava Jato fecharam o cerco ao deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e praticamente enterraram as chances que o peemedebista tinha de reverter a recomendação de cassação de seu mandato feita pelo Conselho de Ética da Câmara.
Segundo a Folha de S. Paulo, até aliados reconhecem que a situação do deputado afastado chegou ao limite. O Planalto vinha monitorando a repercussão das notícias que vinculavam Temer a Cunha. Os resultados, afirmou um auxiliar do presidente interino, mostram que o deputado peemedebista se tornou uma figura "tóxica".
O monitoramento das redes sociais mostrou que a divulgação de um encontro entre Temer e Cunha na residência oficial do interino em Brasília, no último domingo (26), recebeu 93% de menções negativas em comentários na internet. Com algum esforço foi possível classificar 6% dessas interações como neutras, informou a Folha.
Nem a renúncia é vista como moeda de troca capaz de salvar Cunha da perda do mandato. Aliados do peemedebista dizem que ele perdeu o timing para usar o recurso. Nesse ambiente, cresceram os rumores de que, acuado, o peemedebista poderá buscar elementos para pressionar o governo e os colegas da Câmara a mudarem de ideia.
(Com informações da Folha de S. Paulo)
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