Na manhã desta segunda-feira (04), o programa Rio Sem Homofobia recebeu e-mails anônimos que foram enviados a alguns estudantes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), onde o estudante paraense Diego Vieira Machado, de 26 anos, foi encontrado morto no último sábado (02).
Um dos textos, enviados antes do assassinato, faz uma ameaça direcionada a um "certo aluno". "Vamos começar por você", dizia o texto.
Outro cita uma série de questões polêmicas, dentre elas aborto e legalização das drogas, e insinua que quem o recebe apoia essas medidas.
As mensagens foram repassadas pelo coordenador do programa, Cláudio Nascimento, ao titular da Divisão de Homicídios (DH), Fábio Cardoso. Veja:

Em outro email, as ameaças continuam. "Nenhuma vez o socialismo deu certo e não é com vocês que isso vai dar, aguardem os próximos capítulos. (...) Como descobrimos vocês? Conhecemos vocês, estamos nos CAs (Centros Acadêmicos), DCEs (Diretórios Centrais Estudantis) e instituições de ensino e pesquisa. (...) Estamos infiltrados!".
O texto é assinado pela "Juventude Revolucionária Liberal Brasileira" e diz ainda: "Nós somos muitos, somos a maioria, somos unidos e somos anônimos!"

O corpo de Diego permanece no Instituto Médico-Legal (IML).
Cláudio Nascimento informou que está em contato com os dois irmãos do estudante - os pais já faleceram - para providenciar o traslado do corpo até Belém.
DADOS PREOCUPAM
Segundo dados do Rio Sem Homofobia, somente no mês de junho foram registrados sete casos de assassinatos por motivação homofóbica no estado do Rio.
Também foram registrados 10 casos de agressões pelo mesmo motivo.
(Com informações do portal Extra)
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