O pastor Felipe Heiderich, acusado de abusar do enteado de apenas cinco anos, disse em um vídeo publicado em setembro do ano passado, em seu canal no Youtube, que nem todas as pessoas que cometem suicídio iriam para o inferno. As informações são do Extra.
“A própria ciência diz que tem alguns casos em que nós perdemos a razão e por isso tomamos certas atitudes”, explica no vídeo.
Segundo Bianca Toledo, ex-mulher do pastor, quase um ano após a publicação do vídeo, Felipe teria tentado se matar após a descoberta do abuso.
O vídeo, de mais de sete minutos, teve mais de 26 mil visualizações até às 8h40 desta quinta-feira (7). Durante seu pronunciamento, Felipe dá sua interpretação sobre a forma com que Deus julga as pessoas que cometem suicídios.
“Mas será que todas as pessoas que fazem isso (suicídio) merecem a eternidade de enxofre e fogo no lago ardente? Eu gosto de dizer que Deus é um coletivo, mas ele trabalha no individual. Isso quer dizer que ele pode olhar caso a caso e analisar”, diz o pastor.
Bianca divulgou uma série de vídeos explicando que estava se separando do pastor após descobrir que ele era homossexual e encontrava-se “acautelado por crime de pedofilia”.
DECLARAÇÃO DO SENADOR
O senador e também pastor Magno Malta (PR-ES), durante seu pronunciamento no plenário, classificou Felipe como “falso pastor” e afirmou ter sido pressionado por lideranças religiosas a denunciar o caso.
Confira o pronunciamento na íntegra:
Uma foto publicada por Bianca Toledo (@biancatoledoonline) em Jul 6, 2016 às 4:56 PDT
PRISÃO
Felipe está preso na cadeia pública José Frederico Marques, localizada no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu. A delegada Cristiana Honorato, que acompanha o caso, disse que as informações ainda estão em andamento e, por isso, não iria dar mais detalhes.
(Com informações do Extra)
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