O caso do sequestro, da tortura, das agressões e da ameaça de morte sofridas por uma adolescente de 14 anos e cometido por quatro outras adolescentes, em Trindade, Goiânia (GO), repercutiu na imprensa internacional e foi noticiado por jornais como o “Mirror” e "The Sun", do Reino Unido, neste domingo (9).
Na cobertura do Mirror, por exemplo, alguns elementos foram destacados como o fato de as adolescentes terem filmados as cenas de crueldade com um celular.
“Quatro estudantes foram presas no Brasil, depois de supostamente sequestrar e torturar uma rival adolescente numa cova — caso revelado em cenas chocantes filmadas por seus próprios aparelhos celulares. Nas imagens do crime doentio, que o 'Mirror' decidiu não mostrar na íntegra, elas podem ser vistas batendo repetidamente na cabeça e no corpo da garota com uma vara de madeira e um facão”.

Foto: Reprodução
O tabloide “Mirror” também conversou com a vítima, que relatou como foi atraída até a casa das adolescentes e como foi agredida, inclusive sendo forçada a cavar a própria cova.
“Elas me chamaram para sua casa e, quando cheguei, começaram a me bater. Elas me amarraram e mostraram onde eu ia ser enterrada, passaram a faca e me colocaram num buraco no chão. Eu pensei que fosse morrer ali”, disse a vítima em entrevistado ao periódico do Reino Unido.
Já o periódico "The Sun" destacou, durante a entrevista com a vítima, o fato das adolescentes terem mostrado o local onde a rival seria enterrada. O jornal classificou as torturadoras como uma "gangue de meninas ciumentas", já que a agredida é ex-namorada de um garoto que as acusadas tinham interesse.

Foto: Reprodução
O “Mirror” ainda entrevistou a magistrada Karine Spinelli, que pediu a prisão preventiva das jovens agressoras. “A coisa toda é aterrorizante. Eu não achei que fosse me deparar com uma situação desta”, comentou a juíza.
As suspeitas foram indiciadas pelos crimes de tortura e tentativa de homicídio, mas por causa de sua idade, se forem condenadas, podem cumprir as medidas socioeducativas por período de, no máximo, três anos em uma instituição para jovens infratores.
(Com informações do Extra)
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