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Produtora de Aviões do Forró sonegou R$500 milhões

A soma dos valores supostamente sonegados pelo grupo A3 Entretenimento, responsável por empresariar a banda Aviões do Forró e principal alvo da Operação For All, deflagrada pela Polícia Federal na manhã de terça (18), pode exceder R$ 500 milhões. A est

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A soma dos valores supostamente sonegados pelo grupo A3 Entretenimento, responsável por empresariar a banda Aviões do Forró e principal alvo da Operação For All, deflagrada pela Polícia Federal na manhã de terça (18), pode exceder R$ 500 milhões.

A estimativa "por baixo" foi feita por Dora Lúcia Oliveira de Souza, delegada da PF responsável pela ação que tenta desbaratar um esquema de sonegação fiscal e lavagem de dinheiro envolvendo a produtora, que além da banda, é responsável por empresariar diversas casas de show no Ceará.

A ação envolveu cerca de 260 policiais federais, que cumpriram 76 mandados de condução coercitiva e de busca e apreensão em cidades do Ceará e da Paraíba. Na operação, foram bloqueados 163 imóveis e 69 veículos, e integrantes da Aviões do Forró prestaram depoimento à PF.

De acordo com a delegada, a estimativa de R$ 500 milhões refere-se apenas a cachês de shows das principais bandas, sem levar em conta os rendimentos com vendas de CD, propagandas e patrocínios, entre outras fontes.

30%
Em entrevista à reportagem na tarde de terça-feira, Souza disse que a investigação corre há dois anos e se estabeleceu com a conferência entre a quantidade de shows das bandas, divulgada nas agendas oficiais, e os valores dos cachês praticados, apurados com base nos contratos que os grupos estabeleciam com órgãos públicos.

"Quando é feito o cruzamento dessas informações, que também foram confirmadas junto à Receita Federal, estima-se que o que eles declaram é praticamente 30% do que teriam ganho", diz.

Segundo a PF, há indícios de que os empresários emitiam dados falsos e omitiam outros relevantes em suas declarações de imposto de renda, tentando se eximir da cobrança de tributos e convertendo os valores não declarados -parte deles recebido em espécie- em bens pessoais. "Sonegando impostos, eles adquiriam bens e imóveis, que também não eram devidamente comunicados à Receita Federal", diz a delegada.

(Folhapress)

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